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Levantamento da Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (EMPARN) mostra que o acumulado de chuvas em Mossoró até o último dia 4 de maio é de 851,7 milímetros. O número é o maior desde 2011, quando o acumulado superou a marca dos 1.200 mm.

O acumulado apresentado até a última segunda-feira é quase 14% superior ao registrado em toda a quadra chuvosa na Capital do Oeste no ano passado. De acordo com o órgão estadual, em 2019 o acumulado de chuva na cidade chegou a 747,2 mm. A medição da Emparn é pelo posto da Prefeitura de Mossoró.

O Rio Grande do Norte registrou chuvas dentro da normalidade no mês de abril de 2020, conforme análise da Unidade Instrumental de Meteorologia da Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (EMPARN). Embora a média do volume de chuvas observadas tenha sido de 154,6 mm, um pouco abaixo da esperada que era de 164,8 mm, os meteorologistas consideram volumes normais.

As análises apontam que as chuvas foram bem distribuídas no Oeste e Central (Seridó, Vale do Assú e Serra de Santana), com média observada nestas regiões superando os 150 milímetros. No Oeste, a chuva esperada era de 180,2 mm e foi observado o volume de 205,5 mm; e na Central o volume observado foi de 156,3 mm enquanto que o esperado era 150,2 mm. O Agreste apresentou o maior desvio negativo de -24, 5% (chuva observada: 100,5 mm; chuva esperada:133 mm), seguido da Leste com desvio negativo de -20,2% (chuva observada:156,3 mm; chuva esperada: 195,8 mm).

O município de Mossoró possui clima seco e muito quente, com temperatura média de 27,5° C e precipitação pluviométrica anual muito irregular. Essa maior quantidade de chuva registrada em abril é decorrente da atuação da Zona de Convergência Intertropical que esteve presente na segunda quinzena do referido mês favorecendo a ocorrências das chuvas.

A previsão no Rio Grande do Norte para este segundo trimestre é de chuvas dentro da normalidade. São esperados para os meses de maio, junho e julho de 2020 volumes de chuva de 559.7 milímetros para o Leste, 226,4 mm para o Agreste, 175,2 mm para o Oeste e 133,1 mm para a Central.

A análise foi feita durante a II Reunião de Análise e Previsão Climática para o Setor Leste do Nordeste de 2020, realizada no último dia 23 pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos – SEMARH/AL. O Chefe da Unidade de Meteorologia da Empresa de Pesquisa Agropecuária- EMPARN, Gilmar Bristot, participou por videoconferência.

Já dados da Estação Meteorológica Automática da Universidade Federal Rural do Semi-Árido, EMA/Ufersa, mostram que a precipitação registrada no primeiro quadrimestre foi no valor de 828,0 milímetros, quando climatologicamente o acumulado esperado para este período seria de 493,2 mm.

O professor de climatologia da Ufersa, Saulo Tasso de Araújo Silva, destaca que o mês de abril apresentou chuvas no total de 262,9 mm. “Realizado o comparativo com a Normal Climatológica dos últimos 55 anos (1964-2019) do respectivo mês, cujo valor considerado é de 168,4 mm, as chuvas registradas no mês passado (2020) superam o esperado para média climatológica do período” afirmou o professor, enfatizando que dos 30 dias, 24 foram com chuva. “Um quantitativo significantemente superior à média climatológica (1964-2019) que é de 13 dias”, pontuou, adiantando que o período chuvoso prossegue até o mês de maio.

Ao considerar a quadra chuvosa compreendida entre os meses de fevereiro até maio, em termo anual, a precipitação acumulada de 828,0 mm já supera a Normal Climatológica Anual (1964-2019) que é de 689,8 mm. De acordo com os dados coletados pela EMA/Ufersa há uma prevalência de um período chuvoso acima da média. “Até a presente data, considerando o total pluviométrico registrado e o número de dias com chuvas, podemos classificar a quadra como muito chuvosa”, ratifica. O professor atribui o inverno a boa regularidade na distribuição espacial das precipitações pluviométricas.

EMA – Sob a gestão do Centro de Engenharias da Ufersa, a Estação Meteorológica Automática é operada pela equipe da área de climatologia, realizando o monitoramento de parâmetros meteorológicos em Mossoró. O trabalho tem por finalidade a produção de informações tecnicocientíficas que subsidiam diversas pesquisas da Universidade, bem como fornecer dados a instituições relacionadas com o tempo, clima e os recursos hídricos.

São as atividades de planejamento e execução de programas de desenvolvimento nos diversos setores da sociedade, tais como: a agricultura, a carcinicultura, a produção salineira, a preservação do meio ambiente, a recuperação de áreas degradadas e outros usos. “A constante publicação de notícias e entrevistas sobre meteorologia na mídia local e nacional tem contribuído bastante para divulgar a Ufersa junto à sociedade”, pontua o professor.

Atualmente, a Ufersa dispõe de uma estrutura que disponibiliza o acesso de informações meteorológicas, de variáveis como temperatura e unidade relativa do ar; velocidade e direção dos ventos; radiação solar, precipitação e ainda o cálculo da evapotranspiração de referência horária e diária, em que o usuário, acadêmico ou da comunidade em geral, acompanham este monitoramento através da visualização gráfica que estão no endereço: http://siemu.ufersa.edu.br/dashboard.

Na página eletrônica da EMA/Ufersa se encontra disponibilizados os dados das Estações Meteorológicas instaladas no âmbito das usinas solares instaladas nos campi de Mossoró, Angicos, Caraúbas e Pau dos Ferros. Já a análise pluviométrica dentro do período chuvoso pode ser acessada no endereço eletrônico do Laboratório de Instrumentação, Meteorologia e Climatologia – LABIMC: https://labimc.ufersa.edu.br/

Jornal de Fato


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