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O ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Sergio Moro disse na 3ª feira (12.mai.2020) que a gravação da reunião ministerial de 22 de abril endossa a tentativa de interferência na Polícia Federal por Jair Bolsonaro. Segundo Moro, as declarações dadas no vídeo corroboram fatos que ocorreram dias antes e depois da sua saída do governo.

O material foi exibido em diligência realizada nesta manhã em Brasília com a defesa de Moro, a AGU (Advocacia Geral da União), a PGR (Procuradoria Geral da República) e agentes da PF.

“O acesso ao vídeo da reunião ministerial do dia 22/4 confirma o conteúdo do meu depoimento em relação à interferência na Polícia Federal, motivo pelo qual deixei o governo. Defendo, respeitosamente, a divulgação do vídeo, preferencialmente na íntegra, para que os fatos sejam brevemente confirmados”, afirmou Moro.


“As declarações feitas na reunião foram evidenciadas, também, pelos fatos posteriores: demissão, sem motivo, do Diretor-Geral da PF, troca do Superintendente da PF no RJ, além da minha própria exoneração por não concordar com as mudanças”, completou o ex-juiz em nota.

Rodrigo Sánchez Rios, advogado do ex-ministro da Justiça Sergio Moro, já havia declarado nesta 3ª feira (12.mai.) que o vídeo exibido pela PF (Polícia Federal) da reunião ministerial de 22 de abril confirma as declarações de Moro. Ele também apontou que na gravação não há “menção a nenhum tema sensível à segurança nacional”.

“Assistimos hoje ao vídeo da reunião interministerial ocorrida em 22 de abril. O material confirma integralmente as declarações do ex-ministro Sérgio Moro na entrevista coletiva de 24 de abril e no depoimento prestado à PF em 2 de maio. É de extrema relevância e interesse público que a íntegra desse vídeo venha à tona. Ela não possui menção a nenhum tema sensível à segurança nacional”, afirmou Sanchéz.

Poder 360



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