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Em meio ao colapso da saúde pública causado pelo coronavírus, o Ceará decidiu implantar um bloqueio total, o chamado lockdown, na capital Fortaleza a partir da próxima sexta-feira e estender o decreto de isolamento social por mais 15 dias no restante do Estado, em maio ao avanço da Covida-19.

A decisão foi anunciada nesta terça-feira pelo governador do Estado, Camilo Santana (PT), e pelo prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio (PDT), em uma live nas redes sociais.

"Mesmo com aumento de 63% em todo Estado (no número de leitos), mesmo com todo esforço nosso, o sistema de saúde tem chegado ao limite. Portanto já há uma necessidade recomendada por todos os especialistas de implantarmos medidas mais rígidas", disse Camilo.

Fortaleza será a segunda capital brasileira e entrar em lockdown, quando são impostas as medidas mais restritivas de distanciamento. São Luís começou nesta terça-feira, depois de uma decisão judicial que o governador do Estado, Flavio Dino (PCdoB), decidiu não recorrer porque já estudava adotar as mesmas medidas, como disse em entrevista à Reuters.

O governador e o prefeito evitaram usar o termo lockdown, preferindo chamar as medidas de "isolamento social rígido", mas o decreto publicado nesta terça prevê regras semelhantes às adotadas no lockdown de São Luís: é proibida a circulação de pessoas que não seja para comprar alimentos, produtos de limpeza e medicamentos; buscar atendimento médico ou veterinário; atendimento a idosos ou crianças, atividades consideradas essenciais.

Será imposta também a proibição de veículos particulares a não ser para uso nos casos autorizados, e haverá bloqueios nas entradas e saídas de Fortaleza. Além disso, em qualquer atividade externa será obrigatório o uso de máscaras.

O decreto valerá por 20 dias. Para o interior do Estado, o decreto de isolamento usado até agora será ampliado pelo mesmo período.

Com mais de 11 mil casos e mais de 700 mortes, o Ceará foi o segundo Estado a entrar em colapso dos sistema de saúde, com as UTIs chegando a 100% de ocupação por dias seguidos, depois do Amazonas.

Reuters


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