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O número de pacientes internados por Covid-19 ou com suspeita da doença mais do que dobrou no Rio Grande do Norte ao longo de duas semanas, de acordo com os dados divulgados pela Secretaria Estadual de Saúde (Sesap) através dos boletins epidemiológicos sobre o novo coronavírus. O crescimento foi de 129% na comparação dos dados publicados na terça-feira (5) e a terça 21 de abril. O salto foi de 92 para 211 internações.

Nesse mesmo período, a quantidade de casos confirmados aumentou 152%, passando de 608 para 1.536, e o de óbitos subiu 142%, variando de 28 para 68. O aumento percentual das internações não é maior porque, ao contrário desses outro números, há os casos dos pacientes que recebem alta.


Na última segunda-feira (4), o secretário adjunto de Saúde, Petrônio Spinelli, exemplificou essa variação com o caso do Hospital Giselda Trigueiro, em Natal. "Ontem (domingo) deram entrada cinco pacientes, mas quatro tiveram alta. Os pacientes que estão internados há 8, ou 10 dias, estão tendo alta", afirmou.

Ele ainda argumentou, entretanto, que as pessoas não devem "relaxar" as medidas de isolamento contra contaminação da doença. "Se as pessoas não levarem a sério isso, não tem como não entrar em colapso, talvez mais rápido do que a gente estava pensando", declarou.

Uma das situações mais preocupantes é em Mossoró, no Oeste potiguar. No dia 1º de maio, foram abertos 10 leitos no Hospital São Luiz, mas no início desta semana 8 deles já estavam ocupados.

Na terça (5), a taxa de ocupação dos leitos da rede pública voltados para Covid-19 estavam em 50%, segundo informou o secretário titular da pasta, Cipriano Maia. Sendo que há áreas do estado com mais "pressão" que as outras, ou seja, onde a taxa de ocupação é maior, como Mossoró e Natal. De acordo com o boletim, 117 pessoas estavam nos leitos do SUS - cerca de 55% do total dos internados.

O secretário de Saúde também afirmou que o estado ainda trabalha para receber 30 respiradores comprados pelo Consórcio Nordeste, mas que ainda não foram entregues, e outros 14 que ainda não foram entregues pelos fornecedores. Além disso, declarou que está cobrando, junto com outros secretários estaduais um apoio do Ministério da Saúde no envio de equipamentos.

G1/RN


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