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A Sondagem das indústrias Extrativas e de Transformação do Rio Grande do Norte, elaborada pela FIERN, revela que, no mês de maio, os efeitos negativos provocados pela pandemia da Covid-19 se arrefeceram em relação ao mês anterior, embora a tendência geral ainda seja de declínio na atividade do setor. No entanto, já não foram registrados recordes de quedas como os verificados em abril, tomando-se por base a série histórica mensal dos indicadores, iniciada em 2010.

De uma maneira geral, os indicadores avaliados pela Sondagem subiram em direção à linha divisória de 50 pontos, – mas ainda sem ultrapassá-la -, puxados, sobretudo, pela reação mais vigorosa das indústrias de médio e grande porte. As pequenas, por sua vez, esboçaram tímida reação, e continuaram na retaguarda em todos os aspectos avaliados.

A produção industrial do conjunto da indústria recuperou 22,4 pontos em maio, com o indicador correspondente avançando de 21,5 para 43,9 pontos, embora sem lograr romper a linha divisória dos 50 pontos. Acompanhando o desempenho da produção, o nível médio de utilização da capacidade instalada (UCI) avançou, de 48% para 52%, mas aquém da média histórica, de 70%. As dispensas de empregados também amorteceram ante abril, chegando mais perto da estabilidade.

Além disso, com a reação da produção, os estoques de produtos finais caíram menos, e continuam abaixo do nível planejado ou desejado pelas empresas. Com essa reação de maio, os índices de expectativa mostram que os empresários potiguares estão menos pessimistas em junho no que diz respeito à evolução, nos próximos seis meses, de todos os indicadores pesquisados, a saber, demanda, número de empregados, compras de matérias-primas e exportações. A intenção de investimento, por sua vez, cresceu pelo segundo mês seguido, mantendo-se, contudo, ainda longe da média histórica.

Quando comparados os dois portes de empresa pesquisados, observam-se comportamentos reativos e cenário menos desfavorável, ainda que as pequenas tenham ficado bem distantes da performance das médias e grandes e tenham registrado, queda efetiva no indicador de número de empregados; estas também assinalaram expectativas reais de retração no que diz respeito à demanda e às vendas externas. Comparando-se os indicadores avaliados pela nossa Sondagem Industrial com os resultados de maio, divulgados em 18/06 pela CNI para o conjunto do Brasil, observa-se convergência generalizada no desempenho do setor.


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