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A Governadora Fátima Bezerra informou, na tarde de terça-feira (23) que está prorrogando a data para retomada das atividades econômicas no Rio Grande do Norte para o próximo dia 1º de julho.

Por meio de vídeo, ela disse que a decisão foi tomada após recomendação do Ministério Público e nosso Comitê Científico Estadual, que alertaram para o risco que uma reabertura esta semana trará para a saúde pública do Estado.⁣ ⁣

“Estamos em um momento que ainda nos inspira muitos cuidados. Em que pesem todas as ações do Governo para fiscalizar e fazer valer as medidas restritivas – e estarmos atualmente em um patamar igual ou acima do índice de isolamento do país - nossa taxa de isolamento ainda bate na casa dos 40%”, disse.

A Governadora ainda lembrou que é necessário que os município se comprometam com o “Pacto pela Vida”, para que as medidas de combate ao coronavírus sejam efetivamente cumpridas em todo o RN.

Disse que é preciso conscientizar a população para que fique em casa, a fim de possibilitar uma diminuição no número de casos e de contaminação no Estação o dia 1º.

⁣“Vamos juntos, de maneira segura e com responsabilidade, vencer essa pandemia e voltar à vida normal. Mas para isso precisamos que a população faça a sua parte”, disse. ⁣

De acordo com o professor Ricardo Valentim, integrante do Comitê Científico e coordenador do Laboratório de Inovação Tecnológica em Saúde (Lais) da UFRN, a prorrogação se baseia em dois parâmetros.

O primeiro é a taxa de transmissibilidade do vírus nas várias regiões do Estado que permanece acima de 1. A segunda é a taxa de ocupação de leitos críticos, que hoje está, em média, em 85%.

Valentim esclareceu que é preciso taxa de transmissão abaixo de 1 e a ocupação de leitos no máximo em 70%.

"Fazemos acompanhamento diário e observamos que a velocidade de transmissão vem diminuindo, mas ainda não alcançou menos de 1 e isso ainda não se reflete na taxa de ocupação de leitos de UTI", disse.

Ele ainda acrescentou que “ a ocupação de leitos críticos é muito acima de 70%. Hoje os parâmetros que temos não permitem fazer a retomada das atividades normais. É preciso aguardar mais alguns dias para verificar o comportamento da ocupação de leitos, especialmente intensivos e semi-intensivos”.

O professor Ricardo Valentim também considerou que a retomada das atividades só deve ser decidida quando as medidas sanitárias em curso garantirem oferta de leitos para a previsão de demanda. "Nossa recomendação observa a prudência e a segurança", declarou.

Mossoró Hoje




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