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A ampla maioria dos brasileiros considera que as manifestações pedindo o fechamento do Congresso e do Supremo Tribunal Federal, além dos ataques a integrantes desses Poderes com fake news, ameaçam a democracia.

É o que revela pesquisa do Datafolha feita em 23 e 24 de junho, com 2.016 pessoas —por telefone, para evitar contato pessoal na pandemia. A margem de erro é de dois pontos percentuais.

O uso de notícias falsas contra políticos e ministros do Supremo ultrapassa os protestos de rua e em rede sociais como perigo percebido à democracia.

Para 81% dos ouvidos, espalhar fake news contra esses personagens apresenta risco. Para 17%, não é o caso, e 3% não opinaram.

Já manifestações de rua contra os Poderes Judiciário e Legislativo são vistas como risco democrático por 68%, ante 29% que não acham isso e 3% que não sabem.

Os mesmos pedidos de intervenção feitos em redes sociais atraem repúdio semelhante, de 66% dos ouvidos pelo instituto, enquanto 31% não veem problema neles e 3% não opinaram.

Os apoiadores de Bolsonaro, os que lhe dão 32% de aprovação geral, não veem tantos riscos democráticos nas manifestações.

Empatam em 48% com os que enxergam isso nos atos de rua. Já nas redes sociais, campo que sempre foi o centro do bolsonarismo, as ameaças aos Poderes são toleradas por 51%, ante 44% que veem ofensa à democracia.

Difundir fake news contra esses adversários é condenado, mas um pouco menos do que na população geral: 70%, enquanto 26% acham o ato inofensivo à democracia.

Empresários e os mais ricos entre os pesquisados são grupos menos sensíveis aos riscos democráticos em questão.

Entre os primeiros, 59% não veem ameaça à democracia nas ruas ou nas redes, embora 70% identifiquem isso no caso das notícias falsas.

Já os que ganham mais de 10 salários mínimos veem perigo menor (54%) nas manifestações de rua e nas redes (55%) do que a média.

Sobre as fake news, o grupo se mantém na média, com uma condenação de 79%.

Folhapress


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