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O Rio Grande do Norte teve, no mês de junho, o primeiro saldo positivo no quantitativo de empregos formais de 2020. Depois de seguidos números negativos, de janeiro a maio, o Estado registrou 9.469 admissões contra 7.723 demissões, com um saldo de 1.746 contratações, uma variação relativa de 0,43%. O resultado de junho, no Estado, foi o terceiro maior do Norte-Nordeste, e decorre de um aumento de 51,4% nas contratações e de um decréscimo de 20,88% nas demissões. Em Natal, o saldo positivo foi de 851 vagas abertas. Foram 4.043 contratações contra 3.192 desligamentos. Os dados são do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), divulgado na terça-feira (28) pelo Ministério da Economia. 

No Norte/Nordeste, considerando os estados com maior saldo positivo, o RN fica em terceiro abaixo do Pará (+4.550) e Maranhão (+3.907). Um bom resultado também foi atingido pelo estado do Tocantins (+ 1.202). Das 27 unidades federativas (estados e Distrito Federal), 17 apresentaram saldos positivos quanto à variação de empregos formais. As outras dez tiveram mais demissões do que admissões no mês passado. No País, os estados com maior saldo positivo foram o Mato Grosso: +6.790 postos (+0,95%); Pará: +4.550 (+0,63%); e Goiás: +4.334 (+0,36%). Os que tiveram maior saldo negativo foram o Rio de Janeiro: -16.801 (-0,54%); São Paulo: -13.299 (-0,11%) e Rio Grande do Sul: -4.851 (-0,20%). 

No RN, o resultado de junho foi o melhor para o mês desde 2010, quando o saldo foi positivo em 2.670 empregos formais. Em junho de 2019, houve abertura de 1.237 vagas. No semestre, os primeiros cinco meses foram de mais demissões do que admissões, com destaque para abril, que teve 13.703 desligamentos contra 4.613 contratações. Abril foi o primeiro mês que se iniciou com medidas restritivas a atividades econômicas no Estado, em decorrência da pandemia do novo coronavírus. 

No acumulado do ano, o Rio Grande do Norte ainda registra um fechamento líquido de 15.761 vagas de emprego formal com carteira assinada em junho. Foram 56.915 admissões contra 72.676 desligamentos. Entre março e junho, houve o fechamento de 13.126 postos de trabalho formal no Rio Grande do Norte, puxado pelos setores de serviços (-5.317), comércio (-3.516) e indústria (-2.299). No total, foram 32.125 admissões contra 45.251 desligamentos. O estoque de empregos formais no Estado é de 411.855 pessoas. Em 1º de janeiro deste ano, esse estoque era de 427.616 empregados.

Cenário nacional 

O desempenho do emprego em junho, no RN, foi na contramão dos resultados no Brasil. Com queda nas demissões e aumento nas contratações, o mercado de trabalho registrou em junho a menor perda de vagas desde a chegada da pandemia de covid-19 no Brasil, em março. Houve um fechamento líquido de 10.984 empregos com carteira assinada em junho. Em maio, a perda havia sido de 350.303 vagas, sucedendo o fundo do poço de abril com fechamento de 918.296 postos de trabalho, e a destruição de 259.917 vagas em março. Os dados de meses anteriores foram atualizados nesta terça pela pasta. Entre março e junho, a perda de empregos formais para a pandemia chegou a 1,539 milhão.

O resultado de junho decorre de 895.460 admissões e 906.444 demissões. O volume representa um acréscimo de 24% nas contratações e uma queda de 16% nos desligamentos em relação a maio. Ainda assim, esse foi o pior resultado para o mês desde 2016, quando o saldo líquido foi negativo em 91.032 vagas. Em junho de 2019, houve a abertura de 48.436 vagas com carteira assinada.

No acumulado do ano até junho, o saldo do Caged foi negativo em 1,198 milhão de vagas, o pior desempenho para o primeiro semestre da série histórica disponibilizada pelo ministério (2002).

Sudeste
O que impulsionou o saldo negativo no país foi o resultado da Região Sudeste, onde teve queda de 28.521 vagas de emprego. Junto com o Nordeste (-1.341), estas foram as duas regiões que apresentaram baixa no período.

No Nordeste, o Rio Grande do Norte ficou atrás apenas do Maranhão (0,82%), em relação a variação relativa de admissões e demissões. Os dois pertencem ao grupo, junto de Alagoas (0,27%), Piauí (0,11%) e Paraíba (0,01%) que mostraram aumento no número de empregos formais na região.

Tribuna do Norte


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